“(…) o escritor é um ser que deve estar aberto a viajar por outras experiências, outras culturas, outras vidas. Deve estar disponível para se negar a si mesmo. Porque só assim ele viaja entre identidades. E é isso que um escritor é – um viajante de identidades, um contrabandista de almas. Não há escritor que não partilhe dessa condição: uma criatura de fronteira, alguém que vive junto à janela, essa janela que se abre para os territórios da interioridade.”
In Mia Couto (2005), “Que África escreve o escritor africano?”, in Pensatempos, Caminho.
- O que achas deste excerto de Mia Couto? Concordas? - Achas que devemos ser todos um pouco escritores como ele os define? - Costumas tentar colocar-te na pele do “outro”?
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